publicado em 17 de setembro de 2021

Como monitorar competências socioemocionais pode ajudar na educação integral?

Dados de mapeamento feito com rede paulista ilustram a importância do monitoramento socioemocional para orientar práticas e políticas de educação integral

A educação integral e a formação plena dos estudantes colocam as competências socioemocionais como fundamentais para o desenvolvimento pleno no século 21, contribuindo para inúmeras conquistas ao longo da vida, além de favorecer o desempenho, o pertencimento escolar e no preparo para lidar com questões como  bullying. O desenvolvimento dessas competências precisa ser trabalhado de forma intencional no contexto escolar e, para garantir a eficiência desse trabalho, o monitoramento desse desenvolvimento é fundamental. Sem informações objetivas, como saber com precisão se as iniciativas educacionais oferecidas são voltadas para o que os estudantes mais precisam, ou estão realmente apoiando sua formação?

Para ajudar a dar mais clareza sobre quais informações se pode obter a partir de um monitoramento como esse, o Instituto Ayrton Senna organizou um conjunto de quatro infográficos que mostram a importância do monitoramento socioemocional e a relação dessas competências com desempenho escolar, pertencimento escolar e bullying. O conteúdo tomou como base os resultados de um mapeamento inédito, realizado em 2019 e divulgado em maio deste ano, em parceria com a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (SEDUC-SP),  sobre a situação socioemocional dos estudantes do 5° e 9° ano do Ensino Fundamental e 3ª série do Ensino Médio, como parte de um conjunto de iniciativas para promover o desenvolvimento pleno a partir de evidências.

Vale destacar que os resultados são específicos da rede paulista e que não têm o objetivo de demonstrar tendências, mas sim de ilustrar possíveis análises a partir de monitoramentos de competências socioemocionais.

O material é gratuito e disponível para download. Acesse: 

  1. Como monitorar competências socioemocionais pode ajudar na educação integral durante a pandemia?

  2. Como monitorar competências socioemocionais pode ajudar no desempenho escolar?

  3. Como monitorar competências socioemocionais pode ajudar na prevenção do bullying?

  4. Como monitorar competências socioemocionais pode ajudar no pertencimento escolar?
     

O mapeamento

Participaram da aplicação do instrumento 3.718 escolas do Estado de São Paulo, que somaram 110.356 estudantes do 5° e 9° ano do Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino Médio. A pesquisa foi feita junto com o SARESP, a partir de um questionário complementar do instrumento Senna, com perguntas sobre como os estudantes se percebiam no desenvolvimento de cada competência apresentada. Ao contrário de avaliações cognitivas, não há uma expectativa de resultado ideal e tampouco respostas certas ou erradas – os resultados geram uma escala de autoavaliação, que tem função de autoconhecimento para o estudante e de orientação para os educadores.

Os dados obtidos são sempre analisados por Diretoria de Ensino, e não de forma individual por estudante, apoiando cada região a realizar uma análise mais contextualizada e identificando as melhores maneiras de atuar com os grupos de escolas após conhecer as suas informações.

As análises resultantes da aplicação têm fins puramente pedagógicos para apoiar educadores em suas atividades e não devem ser utilizadas para ranquear estudantes ou escolas. Ao oferecer um panorama diagnóstico baseado na escuta dos estudantes e em sua percepção sobre o próprio desenvolvimento, o mapeamento permite entendê-los em sua integralidade e também propor novos encaminhamentos na própria política educacional.


Veja também: 
São Paulo e Instituto Ayrton Senna lançam mapeamento inédito sobre competências socioemocionais nas escolas
Dados mostram características que precisam ser mais desenvolvidas e podem ser utilizados para trabalhar intencionalmente a recuperação do aprendizado durante e depois da pandemia.