Educação Integral: um poderoso instrumento de desenvolvimento humano

A Educação Integral e as competências socioemocionais aparecem como um caminho fundamental a ser trilhado para a construção da autonomia dos estudantes

Entender e discutir a Educação Integral demanda uma reflexão sobre os desafios do nosso tempo: qual será a melhor maneira para prepararmos crianças e jovens para viver no mundo contemporâneo?
 

Com uma dinâmica intensa e veloz, atualizações tecnológicas a cada dia, ampliação no volume e circulação de informações em níveis crescentes, além de efeitos complexos nas relações humanas, seja consigo mesmo, com os outros e com a sociedade, o mundo atual exige uma educação capaz de formar pessoas que aprendam a transitar em cenários novos e desafiadores.

 

A escola mantém um lugar central para a maior parte das aprendizagens e para a redução das desigualdades, mas certamente esse contexto exige também dela reinvenções para a realização desse papel.

Viver, conviver e estar sintonizado com os desdobramentos das inovações diárias é algo que pede uma formação que ajude os estudantes a selecionar e usar informações, pensar criticamente, ter integridade e agilidade na tomada de decisões, atuar de forma colaborativa, entre outros. Demanda, assim, competências e habilidades que precisam ser intencionalmente desenvolvidas.

Nesse contexto, a educação se torna uma estratégia insuperável para assegurar às novas gerações o direito de desenvolver ao máximo seus potenciais para ser, conhecer, conviver e produzir no mundo com essas características. Essa é a visão de uma educação assentada sobre os quatro pilares propostos no relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), redigido por Jacques Delors, que exprime as exigências das novas circunstâncias que a educação é chamada a ajudar a resolver neste século.

 

Alguns aspectos em transformação na educação contemporânea:

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Ao cumprir esse papel, a educação acaba se tornando o mais poderoso instrumento do desenvolvimento humano, com o poder de apoiar a garantia dos demais direitos.

Diversos marcos nacionais e internacionais esclarecem que o direito à educação está atrelado não só ao acesso à escola e ao conhecimento, mas à formação em todas as dimensões do ser humano, de forma plena.

Documentos de referência, como a Constituição Federal, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, e a Base Nacional Comum Curricular são claros ao definir que cabe à escola oferecer aos estudantes muito mais do que um acúmulo de conteúdo e ir além do domínio de habilidades tradicionalmente trabalhadas na escola, como leitura, escrita e cálculos matemáticos.

Nesse novo olhar sobre o desenvolvimento pleno, que é o que se valoriza na Educação Integral, a aprendizagem desses conhecimentos e habilidades segue sendo relevante e precisa ser garantida com qualidade, mas tem que conviver com um trabalho igualmente intencional para o desenvolvimento também de competências para a vida, como colaboração, criatividade, entre outras.

Educar, de acordo com essa visão, é criar oportunidades no ambiente escolar e nos sistemas de ensino para que todo estudante possa se desenvolver, à medida que avance nos anos escolares e na idade ao longo da Educação Básica, de modo a construir autonomia, pela via da Educação Integral, para definir suas opções e a construção do seu projeto de vida!

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