Descubra como competências socioemocionais podem melhorar a Educação brasileira

Além de contribuir para a redução das desigualdades, o desenvolvimento de competências socioemocionais na escola garante a formação integral de crianças e adolescentes.

Tradicionalmente, as escolas priorizam desde cedo a formação do estudante com o foco no desenvolvimento de competências cognitivas, tais como o raciocínio e a memória. Porém, muitas pesquisas já apontam que desenvolver intencionalmente competências socioemocionais nas práticas escolares, tais como ajudar os estudantes a aprenderem a se relacionar consigo mesmo, reconhecendo e dialogando com suas emoções, pode trazer mais benefícios para o processo de aprendizagem e para inúmeras outras realizações ao longo da vida, como na saúde, no trabalho e nas relações sociais.

 

De acordo com uma pesquisa* feita pelo Instituto Ayrton Senna no ano de 2015 com 200 educadores da rede pública do Espírito Santo, 84% deles concordam que o tempo dedicado na escola ao desenvolvimento de competências socioemocionais potencializa o aprendizado nas disciplinas tradicionais. *(veja o restante dos dados da pesquisa ao final do texto)

 

E como essa relação, entre as emoções e o aprendizado, pode ser feita?

 

Os aspectos socioemocionais estão profundamente ligados à aprendizagem, não se desenvolvendo de forma separada dos aspectos cognitivos, mas sim de forma completamente integrada, sendo ambos igualmente valorosos para a formação humana.

 

O processo de aprendizagem é essencialmente interativo e por isso, nas escolas, os estudantes são constantemente levados a colocar em prática uma série de competências, seja durante a  autoavaliação sobre o próprio desempenho (erros, conquistas, planejamento etc.), seja nas situações de interação com colegas, professores e demais membros da equipe escolar.

 

As escolas podem apoiar o desenvolvimento dessas competências com maior ou menor intencionalidade de acordo com as práticas de ensino, e oferecer mais oportunidades para o desenvolvimento de competências como autoconhecimento, persistência, colaboração e organização.

 

Um dos caminhos para isso é pautar as atividades pelas particularidades de cada estudante, valorizando a diversidade, conectando a aprendizagem àquilo que faz mais sentido para a vida da criança, do adolescente e do jovem reais, em formação. Personalizar experiências de aprendizagem pode ajudar a que todos os alunos tenham as mesmas chances de sucesso escolar.

 

É a isso que se refere quando se afirma que o estudante passa a estar no centro do processo, quando ele é ouvido e efetivamente levado em conta enquanto se planeja o processo de ensino e aprendizagem, e há inúmeras metodologias que podem favorecer essa atuação na prática de educadores. Quando isso acontece, há muito mais resultados, tanto na aprendizagem quanto na formação integral.

 

Algumas competências e seus impactos


Utilizar metodologias que ajudem a desenvolver as competências socioemocionais pode gerar diversos efeitos positivos na formação dos estudantes. Veja a seguir alguns exemplos de aspectos que podem ser influenciados por algumas dessas competências:
 

  • Comunicação: a capacidade de se comunicar faz com que os estudantes consigam expressar suas ideias e estabelecer conexões com colegas e adultos. Essa competência é responsável pela criação de laços e impacta diretamente no desdobramento das interações diárias.

  • Pensamento Crítico: conseguir analisar e avaliar a consistência de um raciocínio faz com que os estudantes tenham mais clareza sobre uma ideia e evitem pressões sociais que os levem ao conformismo.

  • Abertura para o novo: com essa capacidade, os estudantes podem explorar o mundo. Ela impulsiona  o aprendizado, promovendo a flexibilidade, curiosidade, novas ideias, ambientes e desafios. Além disso, estudantes se tornam mais receptivos às diversidades e aos diferentes pontos de vista.
     

Não existe um caminho único para promover o desenvolvimento integral nas escolas. O Brasil é um país plural, que reúne experiências variadas, portanto, é importante garantir que as diferentes realidades e contextos específicos sejam observados e discutidos localmente.

 

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC, 2017), apresenta as 10 Competências Gerais para a Educação Básica no Brasil, que reúnem aspectos cognitivos e socioemocionais. Cabe às Secretarias e suas redes a definição de suas escolhas, bem como dos meios para concretizar a educação integral. Esse é um trabalho que deve ser coletivo, e envolver gestores, professores, pesquisadores, organizações, famílias e os próprios estudantes.

 

E, aí, gostou do texto? E se quiser saber tudo sobre o desenvolvimento de competências socioemocionais, baixe o nosso e-book "As competências socioemocionais no cotidiano das escolas".

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