Atuando em parceria com os educadores brasileiros ao longo das últimas décadas, o Instituto Ayrton Senna mapeou a necessidade de desenvolver as competências socioemocionais fundamentais para a prática docente. Ao realizar experiências formativas bem-sucedidas em diversas regiões do país e ao mesmo tempo em que produziu um mergulho científico na temática, alinhado com os marcos normativos da educação brasileira, o Instituto idealizou o projeto de desenvolvimento socioemocional de educadores.

Atualmente, o projeto tem como um dos principais focos a identificação e o uso de uma matriz de competências específicas para professores. Essa inovação reconhece que o educador mobiliza em seu cotidiano um conjunto de competências e habilidades socioemocionais que se somam aos conhecimentos e práticas instrucionais (conteúdos, didática, metodologias), tendo reflexos na sua própria carreira e saúde emocional, assim como também no desenvolvimento pleno dos estudantes. Para que o desenvolvimento socioemocional aconteça, o projeto não fornece apenas conteúdos, teorias e técnicas, mas também uma experiência de desenvolvimento que permite os educadores se autoconhecerem e a mobilizarem toda as suas capacidades instrucionais e socioemocionais, inclusive ao lidar com emoções, se relacionar com outras pessoas e se abrir a novas possibilidades. 

Ampliando o olhar de desenvolvimento socioemocional focado no estudante para atender a toda a comunidade escolar, o Instituto busca encontrar caminhos para apoiar os profissionais em sua atuação e para exercer a presença pedagógica em seu dia a dia.

Já está disponível a jornada de socioemocional de professores na plataforma humane, totalmente gratuita e online! Acesse!

E na prática?

A Gerente de Formação de Educadores do Instituto Ayrton Senna, Helena Faro, fala sobre o impacto das competências socioemocionais para a profissão docente

 “A carreira docente apresenta altos índices de burnout e desistência nos primeiros anos da profissão, o que significa que os professores estão vivenciando situações não muito saudáveis, chegam em um nível avançado de stress e estão envolvidos em inúmeros fatores que levam a esse cenário – como o contexto escolar; o trabalho solitário, em que ele não necessariamente tem a oportunidade de trocar com seus pares; a falta de oportunidades para tirar dúvida, falar de seus anseios e pedir ajuda; entre outros .

O primeiro passo no trabalho com competências socioemocionais é reconhecê-las, entender o que são, quais são, como impactam o nosso trabalho. A partir disso, é possível desenvolver uma percepção sobre si mesmo e sobre as pessoas de convívio, reconhecendo seu próprio desenvolvimento e entendendo que não existe uma versão padronizada do desenvolvimento socioemocional.

O segundo passo é entender que não há percurso obrigatório ou único. O desenvolvimento socioemocional precisa ser um processo que cada um vai trilhar - num determinado momento, em um momento individual; e, depois, em um momento relacional, ele que ele vai construir uma rede de apoio única, com as pessoas com que têm confiança”, explica Helena. 


O QUE SÃO COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS DE EDUCADORES?

As competências socioemocionais são características pessoais que se manifestam nas formas de sentir, pensar e agir ao se relacionar consigo mesmo, com os outros e com as situações para estabelecer e atingir objetivos. Elas também são resultado da interação entre predisposições biológicas e fatores do contexto, são maleáveis e se relacionam com importantes conquistas ao longo da vida.

Elas são fundamentais para a formação plena dos estudantes, um direito de aprendizagem fixado pela BNCC (Base Nacional Comum Curricular). Nesse cenário, o monitoramento é a ferramenta que garante meios de verificar se esse direito está sendo colocado em prática e as evidências necessárias para pensar estrategicamente o seu desenvolvimento.

As competências socioemocionais são características pessoais que se manifestam nas formas de sentir, pensar e agir ao se relacionar consigo mesmo, com os outros e com as situações para estabelecer e atingir objetivos. Elas também são resultado da interação entre predisposições biológicas e fatores do contexto, são maleáveis e se relacionam com importantes conquistas ao longo da vida.

Elas são fundamentais para a formação plena dos estudantes, um direito de aprendizagem fixado pela BNCC (Base Nacional Comum Curricular). Nesse cenário, o monitoramento é a ferramenta que garante meios de verificar se esse direito está sendo colocado em prática e as evidências necessárias para pensar estrategicamente o seu desenvolvimento.

A partir de pesquisas, teóricas e empíricas, realizadas pelo eduLab21, o Laboratório de Ciência para Educação do Instituto Ayrton Senna, foi possível identificar um conjunto de competências mais relevantes para o fazer docente. Atualmente, o Instituto propõe a seguinte definição geral para competências socioemocionais de professores:

As competências socioemocionais de professores são características individuais que se manifestam em padrões de pensamentos, sentimentos e comportamentos, sendo originadas na relação recíproca de aspectos biológicos e ambientais. Elas continuam a se desenvolver por meio de experiências formais e informais de aprendizagem e podem ser adquiridas e desenvolvidas em formações iniciais e na prática profissional, além de poderem facilitar direta e indiretamente a aprendizagem dos estudantes e a interação com colegas, profissionais da educação, pais e sociedade.

Essas características individuais podem ser percebidas por meio de reflexões como “Quais são as situações que me deixam nervoso? Como costumo lidar com desafios para o planejamento de aulas? Que ações costumo ter para estimular trocas entre meus colegas? Como posso me abrir par anovas formas de fazer meu trabalho?”, entre outras.

Professores que têm contato com estratégias de desenvolvimento socioemocional relatam maiores níveis de bem-estar e de satisfação com o trabalho, e também tendem a acreditar mais na sua capacidade de alcançar objetivos, tanto profissionais quanto pessoais. Em geral, o clima escolar também é favorecido por esse desenvolvimento entre os profissionais.


QUAIS SÃO AS COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS DE PROFESSORES?

As competências socioemocionais são características pessoais que se manifestam nas formas de sentir, pensar e agir ao se relacionar consigo mesmo, com os outros e com as situações para estabelecer e atingir objetivos. Elas também são resultado da interação entre predisposições biológicas e fatores do contexto, são maleáveis e se relacionam com importantes conquistas ao longo da vida.

Elas são fundamentais para a formação plena dos estudantes, um direito de aprendizagem fixado pela BNCC (Base Nacional Comum Curricular). Nesse cenário, o monitoramento é a ferramenta que garante meios de verificar se esse direito está sendo colocado em prática e as evidências necessárias para pensar estrategicamente o seu desenvolvimento.

As competências socioemocionais são características pessoais que se manifestam nas formas de sentir, pensar e agir ao se relacionar consigo mesmo, com os outros e com as situações para estabelecer e atingir objetivos. Elas também são resultado da interação entre predisposições biológicas e fatores do contexto, são maleáveis e se relacionam com importantes conquistas ao longo da vida.

Elas são fundamentais para a formação plena dos estudantes, um direito de aprendizagem fixado pela BNCC (Base Nacional Comum Curricular). Nesse cenário, o monitoramento é a ferramenta que garante meios de verificar se esse direito está sendo colocado em prática e as evidências necessárias para pensar estrategicamente o seu desenvolvimento.

Para materializar a definição acima em competências específicas, o Instituto norteou uma série de linhas de pesquisa, incluindo revisão de literatura, revisão de modelos de competências para descrever a profissão em sistemas de classificação de ocupações e pesquisas empíricas online com educadores brasileiros. 

Uma parte dessas análises segue recebendo novos insumos e, por isso, a divulgação detalhada das competências específicas que compõem cada macrocompetência será realizada em breve. Até o momento, no entanto, já foi possível elaborar um modelo inicial, composto por quatro macrocompetências:

Todo conhecimento científico está em constante aperfeiçoamento, e no Instituto Ayrton Senna isso não é diferente. As pesquisas são alimentadas pela própria experiência prática derivada de implementações em redes parceiras, de novos levantamentos junto a educadores, entre outros processos, como também a produção de ciência em educação no Brasil e no mundo.

O processo de estruturação dessa taxonomia com a organização das competências e sua operacionalização por meio de um instrumento de medida representam os mais recentes passos dados pelo Instituto Ayrton Senna em busca de contribuir para ampliar a compreensão sobre as competências relevantes ao fazer docente de forma sistematizada.

O Instituto acredita que todo processo de desenvolvimento deve ser baseado em evidências para nortear seus rumos. Por isso, o principal objetivo de conhecer essas competências é abrir um espaço estruturado de reflexão e autoconhecimento e   embasar processos formativos que considerem o educador em todas as suas dimensões, permitindo a cada um mobilizar todo seu potencial em prol de uma educação cada vez mais conectada com o século 21. Saber quais são as competências que os próprios educadores consideram que podem desenvolver mais e quais aquelas que já estão fortalecidas é também uma forma de atualizar a visão sobre a profissão docente, como algo em constante desenvolvimento em todas as dimensões.


Nas experiências anteriores...

As competências socioemocionais são características pessoais que se manifestam nas formas de sentir, pensar e agir ao se relacionar consigo mesmo, com os outros e com as situações para estabelecer e atingir objetivos. Elas também são resultado da interação entre predisposições biológicas e fatores do contexto, são maleáveis e se relacionam com importantes conquistas ao longo da vida.

Elas são fundamentais para a formação plena dos estudantes, um direito de aprendizagem fixado pela BNCC (Base Nacional Comum Curricular). Nesse cenário, o monitoramento é a ferramenta que garante meios de verificar se esse direito está sendo colocado em prática e as evidências necessárias para pensar estrategicamente o seu desenvolvimento.

As competências socioemocionais são características pessoais que se manifestam nas formas de sentir, pensar e agir ao se relacionar consigo mesmo, com os outros e com as situações para estabelecer e atingir objetivos. Elas também são resultado da interação entre predisposições biológicas e fatores do contexto, são maleáveis e se relacionam com importantes conquistas ao longo da vida.

Elas são fundamentais para a formação plena dos estudantes, um direito de aprendizagem fixado pela BNCC (Base Nacional Comum Curricular). Nesse cenário, o monitoramento é a ferramenta que garante meios de verificar se esse direito está sendo colocado em prática e as evidências necessárias para pensar estrategicamente o seu desenvolvimento.

Em suas primeiras implementações, o projeto de socioemocionais de educadores foi totalmente voltado para estimular entre os professores um conhecimento aprofundado sobre a matriz de competências socioemocionais dos estudantes. O objetivo sempre foi o de dialogar com educadores para que identificassem o valor dessas competências para a vida de crianças e adolescentes, incluindo maiores conquistas no processo de aprendizagem, mas também em questões de bem-estar, saúde, relações sociais e com seus próprios objetivos de vida.

Ouça o que Helena Faro tem a dizer:

Depoimento Helena
00:00:00
/
00:00:00

Por isso, projetos já implementados em redes parceiras como de Teresina (Piauí), Mato Grosso do Sul e o Estado de São Paulo, contaram com metodologias e um itinerário formativo próprio para que os educadores pudessem refletir sobre práticas de ensino que promovem o desenvolvimento socioemocional, e soubessem reconhecer, valorizar e aprimorar essas mesmas competências em si mesmos. Durante a pandemia, essa proposta ganhou novo alcance, por meio do projeto Volta ao Novo que, com parceria com o Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação) e a UNDIME (União Nacional dos dirigentes municipais de educação), levou conteúdo e estimulou planos de ação locais em centenas de municípios e Estados brasileiros.

Esses e outros projetos que seguem sendo implementados pelo Instituto Ayrton Senna e por agências técnicas parceiras com foco no educador, têm como base o reconhecimento da relevância desse profissional. A educação no mundo complexo e dinâmico em que vivemos requer um olhar ainda mais atencioso para os educadores e seu papel como mediadores da aprendizagem e do desenvolvimento pleno de estudantes, preparando-os não somente para dominar conteúdos, mas também para fazer escolhas e agir no mundo com autonomia. Veja a seguir algumas reflexões sobre esse contexto e seus reflexos para a atuação docente.

O mundo atual demanda novas formas e estratégias que possam fortalecer o professor. É cada vez mais essencial promover a reflexão sobre a sua prática de modo ampliado, e sobre a construção conjunta da formação plena dos estudantes, que são também protagonistas no ambiente escolar e em seus projetos de vida.

A concepção de educação integral apresentada na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) traz uma visão abrangente da educação, que vai além do conteúdo, e explicita as competências gerais que devem ser promovidas para todos os estudantes da Educação Básica. Essa mudança trouxe a necessidade de que os educadores conheçam essas competências e as metodologias mais eficientes para garantir esse desenvolvimento. Usando os conhecimentos e competências já consolidados em sua própria prática cotidiana, e se abrindo para inovações nas formas de ensinar e aprender, professores podem fortalecer seu papel de conectar o que se aprende na escola com o que a vida demanda dos estudantes. 

A atuação dos professores gera efeitos no desenvolvimento intelectual, físico, cultural e socioemocional dos estudantes. Pesquisas científicas indicam que aproximadamente 30% dos resultados relacionados à aprendizagem dos estudantes pode ser atribuído à influência do professor. E sabemos que não para por aí. Para desenvolver características como a colaboração, a assertividade, a curiosidade, a empatia, entre tantas outras, muitas vezes são necessárias vivências, que podem ser promovidas de formas mais eficazes por professores que também tiverem tido a oportunidade de desenvolver essas competências em si mesmos.

A BNCC destaca a educação básica como espaço para a construção de conhecimentos e a formação de habilidades, atitudes e valores, preparando o estudante para lidar com o mundo. É direito do estudante aprender seus componentes curriculares com qualidade e desenvolver sua capacidade de usar a curiosidade e criatividade para resolver problemas, se expressar, argumentar e saber dialogar com pessoas diferentes, produzir soluções a partir da tecnologia e do pensamento crítico, respeitar e valorizar a diversidade e agir de forma colaborativa. 

A BNCC (Base Nacional Comum Curricular) evidencia a ampliação do escopo de atuação dos educadores e, como marco na educação, precisa ser apropriada por toda a comunidade escolar. Os educadores, como principais mediadores do processo de ensino e aprendizagem, compartilham da responsabilidade de se apropriar desse novo leque de reflexões, premissas e ações possíveis para a formação dos estudantes. Esse cenário atual possui, no entanto, um caráter paradoxal para o educador: é preciso que ele seja um agente de concretização da educação integral, mas seu próprio percurso formativo não foi estruturado com base nessa perspectiva.

A BNCC, que institucionalizou em lei a perspectiva da formação plena, só foi publicada em 2017. A maior parte dos educadores brasileiros, em seu período como estudantes da Educação Básica e em sua formação inicial como docentes, vivenciou uma realidade escolar diferente da que se firma nesse referencial curricular. É preciso considerar a demanda de desenvolvimento dos profissionais que já estão em atuação e que veem a necessidade constante de atualização e compartilhamento de novas evidências científicas e perspectivas educacionais, levando sempre em conta o dinamismo da realidade e da profissão docente. 

 

A necessidade do desenvolvimento socioemocional de educadores também ganhou recentemente mais espaço na visão de formadores e gestores, e atualmente está prevista no principal marco legal sobre o tema: o Conselho Nacional de Educação (CNE) publicou duas resoluções que instituem as Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação inicial e continuada de professores para a Educação Básica e a Base Nacional Comum para Formação Inicial de Professores da Educação Básica (BNC- Formação). 

No artigo 2º, a diretriz defende uma formação docente que compreenda a integralidade do profissional, em articulação com as competências gerais para o desenvolvimento do estudante (BNCC). Ao trazer como fundamento pedagógico dos cursos de formação o olhar para o professor também em suas competências intra-pessoais e inter-pessoais em três dimensões (conhecimento profissional, prática profissional e engajamento profissional) a BNC-Formação apresenta espaços para soluções que atendam a problemáticas de longa data, como cursos de graduação muito teóricos e com pouco espaço para metodologias, práticas de ensino e aprofundamento na psicologia do desenvolvimento, entre outras indicações. O documento aponta a necessidade de um novo olhar para a formação docente, iniciada em instituições de ensino superior e continuada na formação ao longo da carreira. 

Leia também: Como falar de competências socioemocionais com estudantes sem olhar também para as de seus educadores?

Inscreva-se na nossa Newsletter

Captcha obrigatório
Obrigado. Seu e-mail foi cadastrado com sucesso!