Gestão de Política de Alfabetização

A iniciativa

A complexidade do cenário da alfabetização do século 21 é múltipla e exige que as novas gerações estejam “alfabetizadas” em diversas dimensões. Para isso, a escola precisa oferecer as condições básicas para o seu letramento e numeramento e também para o seu desenvolvimento físico, socioemocional e cognitivo mais amplo. Com esse objetivo, esta proposta promove a educação integral para os três primeiros anos do Ensino Fundamental, cuidando não apenas do desenvolvimento das competências de leitura, escrita e numeramento, mas também de competências socioemocionais, científicas e corporais. 

Como funciona

Para promover a educação integral dos alunos matriculados nos três primeiros anos do Ensino Fundamental, o Instituto desenvolve, em parceria com as redes de ensino, referenciais pedagógicos e ferramentas de gestão que auxiliam na construção de políticas públicas de alfabetização que incorporem não apenas o letramento e numeramento clássicos, mas também o letramento corporal, científico e socioemocional. Com foco na formação dos profissionais da rede, a proposta apoia o desenvolvimento integral de educadores e gestores para que protagonizem a inovação das políticas de alfabetização. 

Resultados

Criada em 2016, a proposta já está fazendo a diferença na vida de milhares de crianças. Nos três municípios em que a parceria já completou mais de um ano, atendendo cerca de três mil alunos, houve aumento expressivo dos estudantes com nível máximo de alfabetização no final do ano letivo. Ao mesmo tempo, observou-se o fortalecimento do desenvolvimento dos aspectos socioemocionais dos estudantes e educadores. Em 2017, seis municípios e um conjunto de 21 municípios agrupados por meio de um Arranjo de Desenvolvimento da Educação, na região de Florianópolis (SC), também se tornaram parceiros.

Por que a iniciativa foi criada?

O fracasso na alfabetização constitui-se em grande detonador do insucesso escolar, uma vez que seus efeitos negativos se manifestam mais cedo ou mais tarde na vida do estudante, na forma de reprovação, atraso ou abandono escolar; e mesmo que ele não desista da escola, acaba por se formar sem as competências adequadas, o que refletirá também na sua formação como cidadão autônomo. Mais da metade (52%) da população de 25 anos ou mais de idade cursou apenas o Ensino Fundamental. O Brasil lida com um número expressivo de jovens e adultos que não conseguem ler ou fazer contas direito, os chamados analfabetos funcionais. Segundo pesquisa do Indicador de Alfabetismo Funcional (INAF) 2015, esta era a condição de 27% dos adultos brasileiros.

A maior causa da manutenção dessa triste realidade encontra-se, sem sombra de dúvida, na ineficácia dos processos de alfabetização, que pode ser confirmada pelos resultados da Avaliação Nacional de Alfabetização de 2014. A prova organizada pelo MEC identificou que uma boa parte de alunos do 3º ano do ensino fundamental concluíam o ciclo de alfabetização com desempenho muito abaixo do esperado: 57% dos estudantes apresentaram rendimento inadequado em matemática, 34% em escrita e 22% em leitura.  

Em geral, é justamente no final do ciclo de alfabetização, ou seja, no 3º ano do Ensino Fundamental, que acontece o pico de reprovação de crianças que não desenvolveram o aprendizado esperado nos 1º e 2º anos. 

Para ajudar a reverter esse quadro, a solução educacional Gestão de Política de Alfabetização está baseada em dois pilares: proporcionar uma educação integral aos estudantes, oferecendo espaço para o desenvolvimento de competências cognitivas e socioemocionais, e garantir a alfabetização na idade certa, contribuindo para manter o fluxo escolar regular.



Conheça os principais diferenciais



  • Entende a alfabetização como o processo de desenvolvimento integral do aluno, onde se articulam todas as áreas do conhecimento e as competências socioemocionais.
  • Envolve e compromete os profissionais de todas as instâncias da gestão educacional com o sucesso da alfabetização: sala de aula, unidade escolar e secretaria de educação.
  • Leva para as redes públicas de ensino, por meio da formação dos profissionais da rede de ensino, uma cultura de gestão do processo de alfabetização.
  • Inclui o uso de referenciais pedagógicos que respeitam os currículos e métodos de alfabetização já adotados pelas escolas e pela rede de ensino.
  • Propõe um professor de apoio para assegurar a aprendizagem em uma sala diversificada.
  • Adota o acompanhamento sistemático de cada aluno ao longo de todo o ano.
  • Possui indicadores e metas de sucesso, que são acompanhados por ferramentas de monitoramento e avaliação da aprendizagem.

Na concepção da solução educacional, os processos educativos devem levar as crianças a manifestar seus potenciais, conhecer-se e interagir com o mundo de forma transformadora. Um dos diferenciais da proposta foi integrar com intencionalidade a cultura corporal e o letramento científico nas rotinas da sala de aula para contribuírem na alfabetização das crianças.

As práticas corporais abrangem intervenções pedagógicas nas aulas, nos momentos de brincar (intervalo, entrada e saída) e nas atividades extracurriculares. Já o trabalho com experimentos de ciências estimula a curiosidade dos alunos para uma nova leitura e interpretação do mundo, introduzindo novas palavras e símbolos e favorecendo o desenvolvimento de habilidades que devem compor a educação integral do século 21, como criatividade, colaboração, resolução de problemas, pensamento crítico, entre outras.



Regiões participantes



Atualmente, o programa Gestão de Política de Alfabetização está presente em várias redes de ensino brasileiras:

Feira de Santana/BA
Fortaleza/CE
Granfpolis/SC
: Águas Mornas, Alfredo Wagner, Angelina, Anitápolis, Antônio Carlos, Biguaçu, Canelinha, Florianópolis, Garopaba, Leoberto Leal, Major Gercino, Nova Trento, Palhoça, Paulo Lopes, Rancho Queimado, Santo Amaro da Imperatriz, São Bonifácio, São João Batista, São José, São Pedro de Alcântara e Tijucas.
Juazeiro/BA
Maceió/AL
Manaus/AM
Ribeirão Pires/SP
São Vicente/SP
Tatuí/SP
Porto Velho/RO
Salvador/BA
Santarém/PA
Teresina/PI
Tocantins