- O Instituto Ayrton Senna promoveu o encontro Avaliação da Educação Integral, reunindo especialistas para debater evidências científicas e caminhos para fortalecer a educação pública e o desenvolvimento integral dos estudantes.
- O evento abordou a relação entre competências socioemocionais e aprendizagem, destacando como autogestão e resiliência emocional contribuem para a saúde emocional, o respeito à diversidade e a redução das desigualdades educacionais.
- Especialistas discutiram o papel das avaliações educacionais, as experiências escolares, as condições de implementação da Educação Integral e as políticas públicas necessárias para promover uma educação de qualidade.
No dia 14 de outubro, o Instituto Ayrton Senna sediou o encontro Avaliação da Educação Integral, promovido pelo time de Advocacy. A iniciativa reuniu especialistas para discutir a relação entre Educação Integral e avaliação educacional, com foco em estudos e evidências que contribuem para compreender e fortalecer o desenvolvimento integral dos estudantes.

O debate destacou a importância de considerar diferentes dimensões da formação dos estudantes, incluindo o desenvolvimento de competências socioemocionais, as experiências proporcionadas pela escola e as condições necessárias para garantir uma educação de qualidade.
A abertura foi conduzida por Ewerton Fulini, vice-presidente do Instituto Ayrton Senna, e Maria Helena Guimarães de Castro, titular da Cátedra Instituto Ayrton Senna. Para Fulini, “é fundamental defendermos o desenvolvimento integral dos jovens, para que eles estejam preparados para os desafios que o mercado e o mundo vão exigir”. Maria Helena complementa, dizendo que “formar integralmente significa unir os conhecimentos e conteúdos de sala de aula, incorporando na educação atitudes e valores”.
Avaliação da Educação Integral: quatro dimensões em debate
A programação foi organizada em quatro rodadas de discussão, que abordaram diferentes aspectos da avaliação da Educação Integral: os resultados e as dimensões do desenvolvimento dos estudantes; as experiências e oportunidades oferecidas pela escola; as condições de oferta e implementação; e o papel de um sistema nacional de avaliação.
Desenvolvimento dos estudantes e competências socioemocionais
Gisele Alves, gerente-executiva e Ricardo Primi, conselheiro, ambos do eduLab21, laboratório de ciência para a educação do Instituto Ayrton Senna, apresentaram discussões sobre os resultados e as dimensões do desenvolvimento dos estudantes.
O debate destacou como competências socioemocionais, como autogestão e resiliência emocional, estão relacionadas à aprendizagem e à saúde emocional, fortalecendo o respeito à diversidade e contribuindo para a redução das desigualdades educacionais.
As experiências e oportunidades oferecidas pela escola
Daniel Santos, do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Economia Social (LEPES), abordou as experiências, interações e práticas que a escola precisa proporcionar para promover o desenvolvimento integral.
A discussão também explorou os aprendizados da avaliação da política de Educação Infantil e os desafios de tornar observável uma concepção ampla de qualidade educacional. O tema reforça a importância de avaliar não apenas os resultados alcançados, mas também as experiências de aprendizagem e as oportunidades oferecidas aos estudantes ao longo de sua trajetória escolar.
Condições para a implementação da Educação Integral
Lia Rolnik, do Instituto Sonho Grande, discutiu as condições necessárias para que a jornada ampliada se converta efetivamente em desenvolvimento integral. Entre os aspectos abordados estão infraestrutura, formação e alocação de professores, organização do tempo escolar, gestão e clima escolar.
O papel de um sistema nacional de avaliação
Patrícia Vieira, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), debateu o papel de um sistema nacional de avaliação e as mudanças nas matrizes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
A discussão abordou o que as novas matrizes passam a reconhecer como aprendizagem relevante e os sinais que essas referências enviam aos currículos e às escolas.

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