publicado em 04.11.2016 ÀS 12:36

No Enem, Colégio Chico Anysio se destaca entre as melhores escolas pública

04 de novembro de 2016   No primeiro ano em que participou do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), o Colégio Estadual Chico Anysio (CECA) conquistou resultados que o colocam no **quinto melhor desempenho do país e no primeiro lugar do Rio de Janeiro, considerando as escolas de mesmo nível socioeconômico que ele** ‐ com média de 554,05 pontos, o colégio está acima inclusive da média nacional de escolas mais ricas*, que tiveram 535,98 pontos. A prova foi realizada em 2015, e nesta semana o MEC (Ministério da Educação) divulgou a atualização dos resultados por escola, referente às unidades que tiveram ao menos dez alunos participantes do exame. No total, cerca de 15 mil escolas públicas e particulares fizeram a prova e estão divididas em sete níveis socioeconômicos, que vão do "muito baixo" ao "muito alto". Quando se analisa apenas o grupo de escolas do nível socioeconômico "médio baixo" **, nível no qual se encontra o Colégio Chico Anysio, quase 1,6 mil escolas de todo o Brasil tiveram o resultado divulgado. Entre todas elas, o CECA atingiu o quinto melhor desempenho, referente à **média das avaliações objetivas do ENEM (Linguagens, Matemática, Ciências Humanas e Ciências da Natureza). **Analisando o conjunto de escolas também de nível baixo e muito baixo, o grupo passa de 2,3 mil escolas e o CECA é o 6º melhor desempenho. No Rio de Janeiro, considerando as 18 escolas de mesmo nível socioeconômico que tiveram os resultados divulgados, o CECA teve o melhor desempenho. Esse resultado é significativo para a unidade escolar e também para cada estudante. Quase metade dos 49 estudantes que concluíram o terceiro ano no CECA em 2015 foi aprovada em universidades públicas e já está cursando o ensino superior. Segundo o Ministério da Educação, ainda que seja possível fazer rankings nacionais a partir da pontuação de todas as escolas, não é aconselhável comparar unidades que pertencem a diferentes contextos socioeconômicos e com variados fatores intra e extraescolares. O mais indicado é justamente essa análise entre escolas dentro de uma faixa semelhante de renda e escolaridade dos pais, por exemplo, porque assim é possível identificar em que medida cada escola está conseguindo ampliar a aprendizagem de estudantes que tiveram oportunidades menos desiguais entre si, esta relação é conhecida por "efeito‐escola", e indica de forma mais adequada o papel de uma unidade escolar na aprendizagem dos alunos. "O resultado do CECA mostra que o colégio está concretizando o direito à aprendizagem, que permite que qualquer estudante tenha oportunidade de realizar seu potencial e conquistar o conhecimento que tem sido considerado necessário para seguir os estudos em faculdades", disse o diretor de Articulação e Inovação do Instituto Ayrton Senna, Mozart Neves Ramos. "E o melhor, isso tudo vem acompanhado, no CECA, de uma [educação integral](http://www.institutoayrtonsenna.org.br/como‐atuamos/educacao‐integral/), que vai além de conteúdos e inclui o desenvolvimento de competências importantes para a autonomia na vida no século 21." Em funcionamento desde 2013, a proposta de [educação integral](http://www.institutoayrtonsenna.org.br/como‐atuamos/educacao‐integral/) realizada no Colégio Estadual Chico Anysio é fruto de parceria entre o Instituto e a Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro. E conta com apoio fundamental da [P&G](http://www.pg.com/pt_BR/), empresa que desde o início acreditou na proposta inovadora e é fundamental para a sua manutenção e ampliação. Com alterações significativas no âmbito da escola (como o currículo, as práticas pedagógicas e a realização de projetos) e no âmbito da rede (como ações de formação de equipes e formas de acompanhamento de ações), a proposta promove o conceito de [educação integral](http://www.institutoayrtonsenna.org.br/como‐atuamos/educacao‐integral/) que não se limita à ampliação do tempo de jornada. Nas aulas, as competências socioemocionais (relacionadas à capacidade de se relacionar com os outros, com as próprias emoções e com desafios) são trabalhadas de forma tão intencional e estruturada quanto as competências cognitivas (relacionadas às capacidades de memorização, raciocínio, entre outras). "Uma coisa que eu prezo muito que o CECA me proporcionou foi o amadurecimento sobre como é realmente a vida, de como você pode ser alguém que realmente crescer no lugar onde está, mesmo sem ter que passar por cima de ninguém, que pode ser devagar, que pode ser diferente do que todo mundo está seguindo", afirma Ana Beatriz Figueiredo, aluna egressa do CECA. A estudante concluiu o CECA no final de 2015 e atualmente se prepara para prestar o ENEM novamente. "Para a área que eu queria, a nota do ENEM não foi suficiente", conta. "O que mais me ensinaram no CECA foi que eu devo abrir o leque, ter outros caminhos, olhar de outra forma. Eu sei que o plano A não funcionou, mas tem o plano B, o plano C, e todo um planejamento. Foi o que mais aprendi e agora coloquei na prática. Eu estou investindo em outras áreas enquanto me preparo para fazer novamente a prova". Desde o início deste ano, outras duas escolas passaram a oferecer a mesma proposta: o Colégio Estadual Brigadeiro Castrioto, em Niterói, e o Colégio Estadual Almirante Rodrigues Silva, em Valença. Nessas escolas, as equipes recebem suporte para promover o desenvolvimento pleno dos estudantes, de forma que se tornem cidadãos e profissionais motivados a seguir aprendendo ao longo da vida. **ENEM** A participação no ENEM é voluntária, feita por adesão dos próprios estudantes. Os resultados apresentados pelo MEC contabilizam os 1.212.908 estudantes matriculados no 3º ano do Ensino Médio Regular, declarados no Censo da Educação Básica de 2015 e que realizaram as quatro provas objetivas e a prova de redação do exame no ano passado, recebendo nota maior que zero nas objetivas e não tendo sido eliminados da redação. **INDICADORES** O Indicador de Nível Socioeconômico possibilita, de modo geral, situar o público atendido pela escola em um estrato ou nível social, apontando o padrão de vida referente a cada um de seus estratos. Esse indicador é calculado a partir da escolaridade dos pais, da posse de bens e da contratação de serviços pela família dos alunos. Além dele, outros três são considerados nas análises: o Porte, o Indicador de Formação Docente e o Indicador de Permanência do Aluno, relacionados às escolas. O Porte da Escola é definido pela quantidade de alunos matriculados no 3º ano do Ensino Médio Regular. Já o Indicador de formação docente está relacionado aos docentes com formação superior em licenciatura na mesma disciplina que lecionam, ou bacharelado na mesma disciplina com curso de complementação pedagógica concluído. Os dados utilizados são os fornecidos pela própria unidade de ensino, por meio do Censo Escolar da Educação Básica. O Indicador de Permanência na Escola apresenta o percentual de participantes que cursaram todo o ensino médio na mesma escola em que se encontravam matriculados em 2015, de acordo com o Censo Escolar. _* Escolas de nível socioeconômico "alto" e "muito alto" têm estudantes com renda familiar acima de 5 salários mínimos (R$4.400) e pais com formação universitária e/ou cursando pós‐graduação._ _**Escolas de nível socioeconômico "médio baixo" têm estudantes com renda familiar média de até 1,5 salários mínimos (R$1.320) e pais com ensino fundamental completo ou cursando esse nível de ensino._    

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