publicado em 31 de agosto de 2021

Reforço no time do Instituto Ayrton Senna

Conheça Roberto Campos de Lima que acaba de chegar em nosso time para compor a vice-presidência de Expansão e Relações Institucionais.

Educação é o grande propósito que tem norteado há mais de 20 anos a jornada profissional de Roberto Campos de Lima, que acaba de chegar ao nosso time. Neste mês, ele assumiu a vice-presidência de Expansão e Relações Institucionais, que inclui as equipes de Articulação, Comunicação Integrada, Negócios, Gestão da Qualidade, Canais e Alianças. Sua trajetória de mais de 20 anos em empresas consultoria foi marcada especialmente por atuações em estratégia, modelagem de negócios e gestão em organizações públicas, privadas e do mundo fundacional voltadas para a educação. Além disso, Roberto ocupou a posição de CEO da FINDES (Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo), incluindo as operações de educação de SESI e SENAI naquele estado. Essa experiência certamente irá colaborar com o grande desafio do engajamento e mobilização junto aos nossos parceiros. Ex-sócio da 3Gen, uma de nossas principais agências técnicas parceiras na implementação de nossos projetos educacionais, Roberto traz uma importante visão complementar ao time, fruto de sua articulação com redes públicas de ensino de diferentes regiões do País. 

 

Para você, qual é o valor da educação?

Educação é o pilar mais fundamental para a transformação de um contexto social, de uma nação, de uma sociedade. É com educação de qualidade que transformaremos pessoas que irão transformar nosso país, dando a elas a oportunidade de serem cidadãos em sua plenitude.

 

Como sua trajetória profissional até o momento pode apoiar o Instituto nos desafios dos próximos anos?

Venho da indústria de tecnologia, depois migrei para o mundo das consultorias e, no início dos anos 2000, comecei a trabalhar com educação profissional. Desde o início da minha atuação em consultoria, estabeleci uma trajetória de atuação no desenho de estratégias, modelos de gestão, modelos de negócio e portfólio para organizações do mundo da educação. Uma das minhas primeiras experiências foi apoiar o Sistema S em todo o Brasil nas decisões estratégia, produtos e localização de escolas, e nasceu daí a minha paixão por educação. Meu último ano, especificamente, foi imerso nesse setor – como CEO da FINDES (Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo), que administra as redes Sesi, Senai e IEL do ES. Tive a oportunidade de liderar um time responsável por cerca 30 mil matrículas/ano em todo o estado. Na 3Gen, consultoria da qual fui sócio, tive uma importante experiência, que me possibilitou uma visão complementar da gestão pública, já que a empresa atua como uma agência de implementação do Instituto Ayrton Senna, com validação em escala de suas iniciativas educacionais. Foi uma experiência essencial para que eu conseguisse ter a temperatura da sala de aula e entender a realidade dos profissionais que ali atuam, para uma implementação de qualidade e alto impacto.

  

Quais os desafios você enxerga para o investimento social privado numa causa pública como a Educação?

Acredito que, cada vez mais, precisamos trabalhar com a ciência de dados, com inteligência. Nossos parceiros financiadores utilizam seus recursos com pragmatismo, com olhar de impacto, então precisam de inteligência e dados sólidos a respeito dos investimentos que irão fazer. E é preciso mostrar que esse recurso precioso que investem pode gerar transformação da realidade social brasileira por meio da educação. Nosso desafio será pensar em diferentes modelos e formas de abordagens junto aos nossos parceiros, sejam empresas privadas, fundos de pesquisa ou fundos internacionais. Precisaremos também estar atentos a novas formas de captação a partir de nosso legado, e com um olhar ainda mais digital. 

  

Conte um pouco sobre seu processo de transição para o terceiro setor.

Esse processo já vinha ocorrendo a partir da minha última experiência, na FINDES. Mas essa mudança é agora definitiva, já que deixo de ser empresário. Fiz a escolha de mergulhar no terceiro setor por acreditar que posso trazer alguma contribuição a uma organização como o Instituto. Costumo dizer que algumas pessoas são movidas por propostas, mas a vida me ensinou a me mover por um propósito. Encontrei na educação e no Instituto a combinação perfeita para levar a cabo a minha orientação a esse propósito.