publicado em 26 de janeiro de 2022

Volta às Aulas: 10 dicas para o ano letivo de 2022

É hora de juntar as lideranças escolares, preparar para acolher a todos e retomar o ritmo das atividades com segurança e equilíbrio emocional

O ano de 2022 marca a consolidação do retorno das atividades presenciais na maior parte das escolas brasileiras após quase dois anos de aulas remotas e ensino híbrido e muitas incertezas.

Nos próximos meses, gestores e educadores enfrentarão situações novas ou que demandem um novo foco e respostas muito eficientes. A pandemia ainda não acabou e, além de seguir todos os protocolos de biossegurança, será necessário rever e adaptar ações de gestão, práticas pedagógicas e estratégias de acolhimento.

Para apoiar você na identificação de informações para atuar nessas três esferas, preparamos uma lista com dicas e materiais já produzidos pela equipe do Instituto Ayrton Senna que podem ajudar na preparação para o início do ano letivo de 2022.

 

DEFINA PRIORIDADES DE APRENDIZAGEM

O principal desafio das redes no início do ano letivo de 2022 é articular tempo e qualidade

por meio de iniciativas que, a partir de um diagnóstico claro, apresentem planejamentos objetivos para desenvolver ações específicas — explicitando “o quê”, “como”, “quando”, “quem”, forma de monitoramento com indicadores e metas, avaliação e resultados esperados. Para isso, é essencial realizar ajustes nos currículos e nos planos de trabalho, definindo as prioridades para cada ano escolar. Fique de olho nos indicadores e monitore as suas  metas, sem perder de vista o acolhimento seguro e responsável.

 

CRIE UM AMBIENTE ACOLHEDOR

Um acolhimento empático na volta às aulas envolve um olhar mais cuidadoso para as necessidades de aprendizagem e também para as emoções e sentimentos de cada estudante. Faça uma avaliação diagnóstica para analisar os conhecimentos adquiridos durante o ensino remoto e promova atividades para acolher as diversas necessidades de aprendizagem e emocionais dos estudantes no retorno.

 

MANTENHA O ENGAJAMENTO DAS FAMÍLIAS

Durante o isolamento social, escola e família precisaram trabalhar de maneira sincronizada e engajada. Por que não manter essa relação próxima? Apresente a nova organização do espaço escolar e do currículo para a família, aproveitando sempre para convidá-la a contribuir com novas ideias. Essa participação servirá como importante ponto de apoio no cuidado emocional dos estudantes.

 

PROPORCIONE MOMENTOS DE REINTEGRAÇÃO

É fundamental promover momentos de reintegração para o restabelecimento da relação professor-aluno, entre professores e entre estudantes. Realize atividades em grupo, ou reserve momentos para que as pessoas possam conversar sobre o dia a dia, respeitando as medidas de segurança definidas pelas autoridades para evitar o contágio que ainda pode acontecer

 

RESTABELEÇA A SENSAÇÃO DE SEGURANÇA

A quantidade de informações recebidas diariamente, algumas delas falsas, pode fragilizar o sentimento de segurança em adultos, crianças e jovens. Para restabelecer a sensação de segurança e pertencimento à escola, e desenvolver o pensamento crítico, abra espaço para discussão e avalie a veracidade de informações. Evitar assuntos e temas pode aumentar a sensação de insegurança.

 

ESTIMULE A CRIATIVIDADE E O PENSAMENTO CRÍTICO DOS ESTUDANTES

Ser criativo pode contribuir para a resolução de problemas do cotidiano e para a superação de problemas e desafios do contexto escolar. Por isso, vale a pena encontrar formas de estimular a criatividade e o pensamento crítico em situações de aula, apoiando os estudantes a lidar de modo ético e responsável com as dificuldades e a se desenvolver e se relacionar com o mundo no contexto dinâmico do século 21.

 

BUSQUE DESENVOLVER O FOCO E A PERSISTÊNCIA NO AMBIENTE ESCOLAR

Foco e persistência colaboram para enfrentar os desafios do cotidiano, pois são competências que ajudam a seguir em frente em situações de crise. Depois de períodos atípicos e fora do ambiente escolar, pensar em atividades e técnicas que ajudem a manter a concentração e a atenção pode ser um caminho dinâmico e divertido para ajudar professores e estudantes a não desistir das tarefas que precisam ser desempenhadas.

 

APOIE OS ESTUDANTES A SE MANTEREM MOTIVADOS

A motivação para aprender é fundamental para os estudantes, apoiando-os em sua jornada de desenvolvimento e na concretização de seus projetos de vida. Além de conhecer o que dizem as pesquisas científicas sobre o tema e as conexões com práticas pedagógicas que já existem, também vale pensar em formas engajadoras de trabalhar com os estudantes, como o uso do aplicativo Motivação+, que tem como objetivo apoiar jovens de 14 a 21 anos no desenvolvimento socioemocional, na motivação para aprender, na identificação de seus interesses profissionais e na construção de seus projetos de vida, tanto pessoais quanto coletivos.

 

RESILIÊNCIA EMOCIONAL EM TODOS OS MOMENTOS

Muito se fala sobre resiliência, mas como trabalhar o desenvolvimento intencional dessa competência dos estudantes? Um dos primeiros passos para desenvolver resiliência emocional envolve o mapeamento de situações que podem gerar algum tipo de desconforto ou estresse, e isso pode variar de pessoa para pessoa. Quando praticamos o autoconhecimento e nos tornamos capazes de reconhecer quais estímulos ou situações são potenciais desencadeadoras de estresse, podemos também adotar estratégias de autorregulação e autocuidado que atuem como fatores de proteção. A autorregulação emocional é quando a pessoa regula suas próprias emoções para atingir objetivos e manter sua saúde mental, ou seja, desenvolve a resiliência emocional.

 

INSPIRE-SE!

Você sabe o que o artevista Eduardo Kobra, a cientista Jane Goodall e o menino que descobriu o vento, William KamKwamba,  têm em comum? A motivação para realizar seus sonhos! Eles compartilharam um pouco de suas histórias no Seminário Internacional de Motivação, promovido pelo Instituto. Conferir e compartilhar com estudantes e colegas essas trajetórias pode ser uma fonte de inspiração para começar o ano letivo com mais energia e motivação.

 

Para saber mais dicas de volta às aulas, acesse aqui o guia do Instituto Ayrton Senna com estratégias para a acolhida pós-isolamento social