publicado em 17.04.2019 ÀS 11:25

Instituto Ayrton Senna recebe a professora Débora Garofalo, finalista do Global Teacher Prize de 2019

Considerado o Prêmio Nobel da Educação, o Global Teacher Prize busca valorizar o trabalho de professores de todo o mundo ao premiar educadores que tenham causado grande impacto nas suas escolas e comunidades. A professora da rede municipal de São Paulo, Débora Garofalo, foi escolhida como uma dos 10 finalistas do prêmio deste ano, que teve mais de 30 mil inscrições. A educadora esteve no Instituto Ayrton Senna na sexta-feira (12) para compartilhar a sua experiência com a equipe e contribuir com ações do Instituto que visam a educação integral por meio da tecnologia.

Como professora da disciplina de Tecnologias de uma escola de Ensino Fundamental na periferia da zona sul de São Paulo, Débora tinha a vontade de ensinar programação e robótica aos estudantes. Olhando para a realidade do bairro, identificou junto aos alunos uma preocupação com o descarte de resíduos nas ruas. “Os estudantes me relatavam que em dias de chuva eles não conseguiam ir para a escola por causa do acúmulo de lixo”, conta Débora.  Buscando uma solução para este problema e também desenvolver nos alunos habilidades como o raciocínio lógico, cooperação e criatividade, nascia então o projeto Robótica com Sucata, que utiliza materiais recicláveis para a criação de protótipos robóticos.

Ao decorrer do projeto, os estudantes identificaram a necessidade de engajar toda a comunidade no trabalho de reciclagem, conduzindo aulas públicas aos moradores sobre o descarte de lixo e sustentabilidade. E a boa prática se espalhou: em 3 anos, foram recolhidos cerca de uma tonelada de materiais recicláveis na comunidade. “Nós criamos ações em que os alunos pudessem se envolver por meio das metodologias ativas, demonstrando um problema para que eles o resolvessem utilizando a tecnologia. Neste caso, ela é como uma propulsora para a aprendizagem e o desenvolvimento de características como a colaboração e a empatia, tão fundamentais para o nosso século”, diz.

Essa é também a perspectiva do projeto de Letramento em Programação, que o Instituto Ayrton Senna desenvolve desde 2015. A iniciativa, que busca ampliar a inserção dos alunos no universo digital utilizando ferramentas gratuitas de programação computacional, atualmente é desenvolvida em municípios no Amazonas, em Pernambuco, São Paulo e Rio Grande do Sul. Adelmo Eloy, gerente de projetos do Instituto, ressalta que as novas tecnologias digitais têm muito a contribuir com a Educação. “Elas dialogam cada vez mais com as necessidades, desejos e realidade do estudante, sendo uma ferramenta para promover a inovação na sala de aula”, defende.

Reconhecendo o trabalho desenvolvido pela professora Débora Garofalo, assim como a importância da tecnologia como ferramenta para o desenvolvimento pleno dos jovens, o Instituto Ayrton Senna e a educadora iniciam uma parceria com o objetivo de gerar esforços para levar o letramento em programação e robótica a mais escolas brasileiras.

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